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		<title>Avanços da genómica - História de revisão</title>
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		<title>Admin: Criou nova página com '&lt;span style=&quot;font-size:8pt&quot;&gt;&lt;b&gt;Referência : &lt;/b&gt; Antunes, A., (2022) ''Avanços da genómica'', [https://rce.casadasciencias.org Rev. Ciência Elem.], V10(4):056 &lt;br&gt; &lt;s...'</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://wikiciencias.casadasciencias.org/wiki/index.php?title=Avan%C3%A7os_da_gen%C3%B3mica&amp;diff=30026&amp;oldid=prev"/>
				<updated>2023-01-04T17:23:30Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Criou nova página com &amp;#039;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:8pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;b&amp;gt;Referência : &amp;lt;/b&amp;gt; Antunes, A., (2022) &amp;#039;&amp;#039;Avanços da genómica&amp;#039;&amp;#039;, [https://rce.casadasciencias.org Rev. Ciência Elem.], V10(4):056 &amp;lt;br&amp;gt; &amp;lt;s...&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Nova página&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:8pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;b&amp;gt;Referência : &amp;lt;/b&amp;gt; Antunes, A., (2022) ''Avanços da genómica'', [https://rce.casadasciencias.org Rev. Ciência Elem.], V10(4):056&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:8pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;b&amp;gt;Autores&amp;lt;/b&amp;gt;: &amp;lt;i&amp;gt;Agostinho Antunes&amp;lt;/i&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:8pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:8pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;b&amp;gt;Editor&amp;lt;/b&amp;gt;: &amp;lt;i&amp;gt;[[Usu&amp;amp;aacute;rio:Jntavar|João Nuno Tavares]]&amp;lt;/i&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:8pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;b&amp;gt;DOI&amp;lt;/b&amp;gt;: &amp;lt;i&amp;gt;[[https://doi.org/10.24927/rce2022.056 https://doi.org/10.24927/rce2022.056]]&amp;lt;/i&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;html&amp;gt;&amp;lt;a href=&amp;quot;https://rce.casadasciencias.org/rceapp/static/docs/artigos/2022-056.pdf&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
                &amp;lt;img src=&amp;quot;https://rce.casadasciencias.org/static/images/layout/pdf.png&amp;quot; alt=&amp;quot;PDF Download&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;/a&amp;gt;&amp;lt;/html&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Resumo ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A “conclusão” em 2003 do Projeto Genoma Humano proporcionou um avanço sem precedentes no estudo da vida. A compreensão do DNA, incluindo o recurso a manipulações genéticas, abriu as portas às edições de genomas, à experimentação de mutações do DNA (relação genótipo-fenótipo), decifrando-se a base genética de várias doenças, alterações epigenéticas, elucidando possíveis tratamento genéticos, criação de organismos capazes de produzir remédios, ou produtos industriais de base orgânica, etc. O progresso na sequenciação de genomas permite agora a geração em larga escala de genomas de referência e ambiciona-se assim representar a biodiversidade global, o que irá certamente revolucionar a genómica da conservação. Volvidos cerca de 20 anos da publicação do primeiro rascunho da sequência de todo o genoma humano, os investigadores mergulharam ansiosamente na era “pós-genómica”, remodelando a investigação biológica e abrindo portas para a medicina personalizada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;html&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;Os princípios básicos da genética foram lançados pela primeira vez por Gregor Mendel, em&lt;br /&gt;
1866, um monge da Ordem de Santo Agostinho que realizou experiências de cruzamentos&lt;br /&gt;
controlados em ervilheiras. Mendel esclareceu a forma como as características (por&lt;br /&gt;
exemplo: cor, forma) são transmitidas de geração em geração e introduziu os termos “recessivo”&lt;br /&gt;
e “dominante” para explicar a relação desses traços na descendência. Descreveu&lt;br /&gt;
a ação de fatores “invisíveis” no fornecimento de traços visíveis de maneiras previsíveis&lt;br /&gt;
(esses traços “invisíveis”, correspondem na realidade aos genes).&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;Mendel é amplamente considerado o pai da genética, mas essa notoriedade apenas foi&lt;br /&gt;
reconhecida muito posteriormente. Bastante à frente do pensamento da época, as suas&lt;br /&gt;
investigações foram apenas consideradas três décadas depois, em 1900.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;O botânico e geneticista holandês Hugo de Vries, o botânico e geneticista alemão Carl&lt;br /&gt;
Erich Correns e o botânico austríaco Erich Tschermak von Seysenegg, redescobrem independentemente&lt;br /&gt;
o trabalho de Mendel, obtendo resultados de experiências de hibridização&lt;br /&gt;
semelhantes. Na Grã-Bretanha, o biólogo William Bateson, tornou-se um dos principais&lt;br /&gt;
defensores das teorias de Mendel e reuniu vários entusiastas conhecidos como “mendelianos”.&lt;br /&gt;
Inicialmente, esses defensores entraram em conflito com os “darwinistas” (apoiantes&lt;br /&gt;
da teoria de evolução de Charles Darwin, que na altura defendiam que a evolução se&lt;br /&gt;
baseava na seleção de pequenas variações que se misturavam, mas as variações de Mendel&lt;br /&gt;
claramente não se misturavam). A conciliação entre a teoria mendeliana e a teoria&lt;br /&gt;
evolutiva aconteceria apenas passadas três décadas.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;A compreensão dos princípios da herança genética foi avançando consideravelmente, e&lt;br /&gt;
os genes passaram a ser considerados as unidades discretas da hereditariedade (gerando&lt;br /&gt;
as enzimas controladoras das funções metabólicas), mas apenas em 1944, Oswald Avery,&lt;br /&gt;
imunoquímico do Hospital do Rockefeller Institute for Medical Research, identifica o ácido&lt;br /&gt;
desoxirribonucleico (DNA) como o “princípio transformador”. Na bactéria responsável pela&lt;br /&gt;
pneumonia, o pneumococo, se a uma forma viva, mas inofensiva, de pneumococo fosse&lt;br /&gt;
misturada uma forma inerte, mas letal, a bactéria inofensiva tornar-se-ia mortal — a substância&lt;br /&gt;
não parecia ser uma proteína ou carboidrato, mas sim um ácido nucleico e subsequentes&lt;br /&gt;
análises mais aprofundadas, revelaram ser o DNA.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;O trabalho de Avery e dos seus colaboradores sobre o DNA lançou as bases para uma&lt;br /&gt;
das maiores descobertas do século XX. Em 1953, James Watson e Francis Crick, com base&lt;br /&gt;
em dados de raios-X disponíveis e na construção de modelos, decifraram a estrutura de&lt;br /&gt;
dupla hélice do DNA (Prémio Nobel em 1962).&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Como surgiu a revolução no conhecimento genómico?&amp;lt;/strong&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;A descodificação do DNA só viria a ser delineada com o desenvolvimento de técnicas rápidas&lt;br /&gt;
de sequenciamento de DNA, desenvolvidas em 1977 por Frederick Sanger (Prémio&lt;br /&gt;
Nobel em 1980). Esse avanço tecnológico iria possibilitar um desafio pioneiro — o Projeto&lt;br /&gt;
Genoma Humano — oficialmente iniciado em 1990 com o Departamento de Energia (DOE)&lt;br /&gt;
e os Institutos Nacionais de Saúde (NIH), nos EUA, e com previsão de 15 anos. Os objetivos&lt;br /&gt;
incluíam: mapear o genoma humano e determinar as suas 3,2 giga bases (nucleótidos),&lt;br /&gt;
bem como mapear e sequenciar os genomas de outros organismos úteis para o estudo da&lt;br /&gt;
biologia, desenvolver tecnologia para a análise de DNA e estudar as implicações sociais,&lt;br /&gt;
éticas e legais da investigação do genoma.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;Subsequentemente, começaram a ser sequenciados os primeiros genomas de seres vivos.&lt;br /&gt;
Em 1995, com base na nova estratégia de sequenciação “&amp;lt;em&amp;gt;shotgun&amp;lt;/em&amp;gt;”, J. Craig Venter e&lt;br /&gt;
colegas sequenciam o primeiro genoma de uma bactéria auto-replicante e de vida livre, o&lt;br /&gt;
&amp;lt;em&amp;gt;Haemophilus Influenzae&amp;lt;/em&amp;gt;, causador de meningite e de infeções respiratórias e do ouvido em&lt;br /&gt;
crianças. No ano 2000, é descodificado o genoma da mosca-da-fruta (Drosophyla melanogaster)&lt;br /&gt;
com 13 601 genes, o organismo mais complexo descodificado na época (as células&lt;br /&gt;
humanas contêm 70 000 genes, mas o genoma humano ainda tinha um longo percurso&lt;br /&gt;
a percorrer). Em 2002, é sequenciado o genoma do primeiro mamífero — o ratinho &amp;lt;em&amp;gt;Mus&lt;br /&gt;
musculus&amp;lt;/em&amp;gt;, permitindo comparar, pela primeira vez, o genoma humano em preparação com&lt;br /&gt;
o de outro mamífero, revelando que ambos os genomas possuíam cerca de 90% de regiões&lt;br /&gt;
alinháveis homólogas.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;Em 2003, o Projeto Genoma Humano foi finalmente “concluído”, um projeto notável de&lt;br /&gt;
esforços conjuntos do &amp;lt;em&amp;gt;International Human Genome Project&amp;lt;/em&amp;gt; (HGP) &amp;lt;em&amp;gt;Consortium&amp;lt;/em&amp;gt; e o &amp;lt;em&amp;gt;Celera&lt;br /&gt;
Genomics&amp;lt;/em&amp;gt;, numa cerimónia apresentada na Casa Branca, com repercussões notáveis&lt;br /&gt;
e equiparáveis ao feito de colocar o Homem na Lua. Em menos de 150 anos, desde os&lt;br /&gt;
pioneiros como o Mendel, que demonstrou que características poderiam ser herdadas, é&lt;br /&gt;
impressionante o avanço científico alcançado.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;Esta forma final do genoma humano contém 2,85 giga bases (nucleótidos) e uma taxa&lt;br /&gt;
de erro de apenas 1 evento em cada 100 000 bases sequenciadas (em 2001, o Projeto&lt;br /&gt;
Genoma Humano publicou um “rascunho” cobrindo 90% do genoma humano, e subsequentemente&lt;br /&gt;
foram preenchidas as lacunas em regiões ambíguas do DNA até se completar 99% do genoma humano). Surpreendentemente, foi identificado um número relativamente&lt;br /&gt;
pequeno de genes que codificam proteínas (entre 20 000 e 25 000), havendo genes semelhantes&lt;br /&gt;
com as mesmas funções presentes em diferentes espécies.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;A sequenciação do genoma humano levantou também uma importante questão biológica:&lt;br /&gt;
decifrar corretamente o genoma de um organismo requer a sua comparação com&lt;br /&gt;
os genomas de outros organismos, partilhando ancestrais evolutivos comuns a diferentes&lt;br /&gt;
escalas temporais. A genómica comparativa surge assim como um ramo de estudo prolífico,&lt;br /&gt;
gerando-se imensos avanços científicos: percentagem de genes partilhados no Homem&lt;br /&gt;
relativamente a diferentes espécies, por exemplo: chimpanzé (98%), ratinho (92%), mosca-&lt;br /&gt;
da-fruta (44%), levedura (26%), planta (18%). Várias propostas são elaboradas para a&lt;br /&gt;
sequenciação do genoma de diversos organismos, com base na relevância biológica, económica&lt;br /&gt;
e saúde humana. São organizados vários consórcios internacionais para fomentar&lt;br /&gt;
esse avanço científico, por exemplo: &amp;lt;em&amp;gt;Genome10K&amp;lt;/em&amp;gt;, &amp;lt;em&amp;gt;i5K&amp;lt;/em&amp;gt;, &amp;lt;em&amp;gt;Global Invertebrate Genomics&lt;br /&gt;
Alliance&amp;lt;/em&amp;gt;, &amp;lt;em&amp;gt;Fish10K&amp;lt;/em&amp;gt;, &amp;lt;em&amp;gt;Bat10K&amp;lt;/em&amp;gt;, &amp;lt;em&amp;gt;Vertebrate Genome Projet&amp;lt;/em&amp;gt;, &amp;lt;em&amp;gt;Earth BioGenome project&amp;lt;/em&amp;gt;, &amp;lt;em&amp;gt;European&lt;br /&gt;
Reference Genome Atlas&amp;lt;/em&amp;gt;, etc.).&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;Os cientistas de todo o mundo continuaram a desenvolver a sua compreensão do DNA,&lt;br /&gt;
incluindo o recurso a manipulações genéticas, criando com sucesso um organismo com&lt;br /&gt;
um código genético artificial expandido, abrindo portas às edições de genomas. Isto permitiu&lt;br /&gt;
a experimentação de mutações do DNA (relação genótipo-fenótipo), o tratamento de&lt;br /&gt;
algumas doenças genéticas, a criação de organismos capazes de produzir remédios, ou&lt;br /&gt;
produtos industriais de base orgânica.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;Simultaneamente, vários avanços na área médica são alcançados, decifrando-se a base&lt;br /&gt;
genética de várias doenças, com centenas de genes envolvidos, incluindo distúrbios complexos&lt;br /&gt;
como a esquizofrenia, e impulsionando a produção de novos medicamentos.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Qual o estado da arte da compreensão do nosso genoma?&amp;lt;/strong&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;Desde o seu lançamento, o genoma humano de referência cobriu apenas a fração eucromática&lt;br /&gt;
do genoma, deixando importantes regiões heterocromáticas inacabadas. Produzir&lt;br /&gt;
uma sequência completa e sem lacunas do genoma humano foi uma meta para os biólogos,&lt;br /&gt;
um sonho que se realizou em 2022.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;A sequenciação de leitura longa (long reads) apoiou a montagem completa de telómero a&lt;br /&gt;
telómero (T2T) da linhagem de células humanas pseudo-haplóides CHM13. Abordando os&lt;br /&gt;
8% restantes do genoma, o Consórcio Telomere-to-Telomere (T2T) apresenta a sequência&lt;br /&gt;
completa de 3,055 giga bases de um genoma humano, T2T-CHM13, que inclui montagens&lt;br /&gt;
sem lacunas para todos os cromossomas, exceto o Y, corrigindo erros anteriores e apresentando&lt;br /&gt;
quase 200 milhões de pares de bases de sequências contendo 1 956 previsões de&lt;br /&gt;
genes, 99 dos quais são previstos como codificadores de proteínas. As regiões completas&lt;br /&gt;
incluem todas as matrizes de satélites centroméricos, duplicações segmentares recentes&lt;br /&gt;
e os braços curtos de todos os cinco cromossomas acrocêntricos, revelando essas regiões&lt;br /&gt;
complexas do genoma para estudos funcionais e variação genética.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;As vastas melhorias na descoberta de variantes em amostras de diversos ancestrais posicionam&lt;br /&gt;
o genoma de referência preciso e completo para revelar a diversidade entre as&lt;br /&gt;
populações humanas. Adicionalmente, revelam a importância de aumentar os esforços para&lt;br /&gt;
alcançar também montagens de nível T2T para primatas não humanos e outras espécies.&lt;br /&gt;
Essa informação ajudaria a entender completamente a complexidade e o impacto das inovações genómicas observadas, anteriormente desconhecidas para algumas das regiões com&lt;br /&gt;
evolução mais dinâmica no nosso genoma.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;São alavancadas inovações em tecnologia, &amp;lt;em&amp;gt;design&amp;lt;/em&amp;gt; de estudo e parcerias globais com o&lt;br /&gt;
objetivo de construir a referência de pangenoma humano da mais alta qualidade possível&lt;br /&gt;
(&amp;lt;em&amp;gt;Human Pangenoma Reference Consortium&amp;lt;/em&amp;gt;). Este avanço tecnológico irá permitir, futuramente,&lt;br /&gt;
a montagem rotineira de genomas diploides completos em outras espécies. Com&lt;br /&gt;
atenção às estruturas éticas, a referência do pangenoma humano conterá uma representação&lt;br /&gt;
mais precisa e diversificada da variação genómica global, melhorará os estudos de&lt;br /&gt;
associação gene-doença entre as populações, expandirá a investigação genómica para as&lt;br /&gt;
regiões mais repetitivas e polimórficas do genoma, fomentando um recurso genético definitivo&lt;br /&gt;
para o futuro da investigação biomédica e medicina de precisão.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;O que o futuro reserva para a nossa compreensão da genómica?&amp;lt;/strong&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;A publicação dos primeiros rascunhos do genoma humano lançou uma nova era na descoberta&lt;br /&gt;
biológica, reduzindo o número de genes esperados, mas expandindo enormemente&lt;br /&gt;
a compreensão da regulação genética. Atualmente, são produzidos genomas individuais e&lt;br /&gt;
análises genómicas às dezenas de milhares, mas persistem alguns dos mesmos conflitos&lt;br /&gt;
centrais em relação à disponibilidade de dados, equidade e privacidade.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;Volvidos cerca de 20 anos da publicação do primeiro rascunho da sequência de todo o&lt;br /&gt;
genoma humano, os investigadores mergulharam ansiosamente na era “pós-genómica”, remodelando&lt;br /&gt;
a investigação biológica e médica, assim como os desafios de recolha, curadoria&lt;br /&gt;
e acesso de dados gerados pelos atuais projetos. Avanços das metodologias de sequenciação&lt;br /&gt;
(notavelmente o uso de &amp;lt;em&amp;gt;long reads&amp;lt;/em&amp;gt;) permitiram explorar, mais recentemente, genomas&lt;br /&gt;
de grandes dimensões relativamente ao genoma humano (3 giga bases), como o genoma do&lt;br /&gt;
grande tubarão branco (4,63 giga bases), o genoma do axolote (30 giga bases) ou o genoma&lt;br /&gt;
do peixe pulmonado Africano (40 giga bases), e ainda a sequenciação de genomas de várias&lt;br /&gt;
espécies extintas, como o periquito-da-Carolina ou o gato-de-cimitarra.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;O progresso na sequenciação de genomas permite agora a geração em larga escala de&lt;br /&gt;
genomas de referência. Ainda que a sequenciação de um genoma possa ser efetuada atualmente&lt;br /&gt;
em poucos minutos, a sua montagem, anotação e decifração pode necessitar de&lt;br /&gt;
inúmeros recursos humanos especializados e requerer um considerável tempo (FIGURA 1).&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;figure class=&amp;quot;image-medium&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
    &amp;lt;img src=&amp;quot;https://rce.casadasciencias.org/static/images/articles/2022-056-01.jpg&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/figure&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;figcaption&amp;gt;FIGURA 1. A montagem, anotação e decifração de um genoma pode requerer inúmeros recursos humanos especializados&lt;br /&gt;
e um considerável tempo.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/figcaption&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;O mundo pós-genoma esperado para os próximos anos requer o desenvolvimento e implementação&lt;br /&gt;
de mais ferramentas bioinformáticas e o recurso a metodologias de inteligência&lt;br /&gt;
artificial.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;Consideráveis progressos têm sido ainda obtidos no campo inovador da epigenética (o&lt;br /&gt;
estudo das mudanças nos organismos causadas pela alteração da expressão genética).&lt;br /&gt;
Um elevado número de mecanismos moleculares pode afetar a atividade dos nossos genes.&lt;br /&gt;
Surpreendentemente, as nossas experiências e escolhas de vida podem também alterar&lt;br /&gt;
a atividade desses mecanismos, alterando a expressão génica. Ainda mais fascinante,&lt;br /&gt;
é que essas modificações na expressão génica podem ser herdadas, o que significa que as&lt;br /&gt;
experiências de vida dos nossos ancestrais podem influenciar fundamentalmente a nossa&lt;br /&gt;
constituição biológica. Estas descobertas terão um impacto dramático no futuro do sistema&lt;br /&gt;
de saúde, realçando a importância das escolhas de estilo de vida, o que trará impacto&lt;br /&gt;
nas gerações futuras.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;Outro grande desenvolvimento futuro espectável associado à investigação genómica é&lt;br /&gt;
o desenvolvimento da medicina personalizada com o uso de medicamentos precisos, para&lt;br /&gt;
eliminar os efeitos de muitas doenças genéticas causadas por genes mutantes, que diferem&lt;br /&gt;
de uma pessoa para outra. Ao identificar essas combinações, através da sequenciação&lt;br /&gt;
do genoma do indivíduo, os medicamentos podem ser adaptados de um modo preciso, proporcionando&lt;br /&gt;
o melhor tratamento possível.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/html&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
---- &amp;lt;br&amp;gt;Criada em 5 de Dezembro de 2022&amp;lt;br&amp;gt; Revista em 5 de Dezembro de 2022&amp;lt;br&amp;gt;Aceite pelo editor em 20 de Dezembro de 2022&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Category:Biologia]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Admin</name></author>	</entry>

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