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		<title>As algas na alimentação - História de revisão</title>
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		<title>Admin: Criou nova página com '&lt;span style=&quot;font-size:8pt&quot;&gt;&lt;b&gt;Referência : &lt;/b&gt; Pereira, L., (2021) ''As algas na alimentação'', [https://rce.casadasciencias.org Rev. Ciência Elem.], V9(1):006 &lt;br&gt;...'</title>
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				<updated>2021-03-17T17:12:55Z</updated>
		
		<summary type="html">&lt;p&gt;Criou nova página com &amp;#039;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:8pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;b&amp;gt;Referência : &amp;lt;/b&amp;gt; Pereira, L., (2021) &amp;#039;&amp;#039;As algas na alimentação&amp;#039;&amp;#039;, [https://rce.casadasciencias.org Rev. Ciência Elem.], V9(1):006 &amp;lt;br&amp;gt;...&amp;#039;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Nova página&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:8pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;b&amp;gt;Referência : &amp;lt;/b&amp;gt; Pereira, L., (2021) ''As algas na alimentação'', [https://rce.casadasciencias.org Rev. Ciência Elem.], V9(1):006&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:8pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;b&amp;gt;Autor&amp;lt;/b&amp;gt;: &amp;lt;i&amp;gt;Leonel Pereira&amp;lt;/i&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:8pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:8pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;b&amp;gt;Editor&amp;lt;/b&amp;gt;: &amp;lt;i&amp;gt;[[Usu&amp;amp;aacute;rio:Jfgomes47|José Ferreira Gomes]]&amp;lt;/i&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;span style=&amp;quot;font-size:8pt&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;b&amp;gt;DOI&amp;lt;/b&amp;gt;: &amp;lt;i&amp;gt;[[https://doi.org/10.24927/rce2021.006 https://doi.org/10.24927/rce2021.006]]&amp;lt;/i&amp;gt;&amp;lt;/span&amp;gt;&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;html&amp;gt;&amp;lt;a href=&amp;quot;https://rce.casadasciencias.org/rceapp/static/docs/artigos/2021-006.pdf&amp;quot; target=&amp;quot;_blank&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
                &amp;lt;img src=&amp;quot;https://rce.casadasciencias.org/static/images/layout/pdf.png&amp;quot; alt=&amp;quot;PDF Download&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;/a&amp;gt;&amp;lt;/html&amp;gt;&lt;br /&gt;
----&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Resumo ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De entre as espécies da rica flora algológica da costa portuguesa, algumas podem ser utilizadas para consumo direto na alimentação humana, embora nenhuma seja atualmente colhida em larga escala e/ou comercializada para esse fim. A tradição europeia no que se refere a esse costume é praticamente nula e a expressão dos hábitos alimentares atuais pouco difere dos passados. Na Europa, só em períodos de fome (por exemplo, durante as Grandes Guerras) é que as algas foram consumidas por populações habitantes de locais mais próximo da costa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para além das múltiplas aplicações, já abordadas e que se expandiram enormemente nos últimos 50 anos, tendo como base os ficocolóides (agar, carragenanas e alginatos) - utilizados como espessantes na indústria alimentar, em sopas, conservas de carne, produtos lácteos e pastelaria — observa-se uma tendência para o aumento do consumo quer na América do Norte, quer também na Europa, particularmente em França.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;html&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;Os critérios para a procura e seleção das espécies comestíveis com valor comercial assentam,&lt;br /&gt;
num primeiro plano, na textura e sabor de cada alga (mais do que no valor nutritivo)&lt;br /&gt;
e, num segundo plano, na criação de novos hábitos alimentares dietéticos no Ocidente, isto&lt;br /&gt;
é, no valor calórico ou benéfico para a saúde. Em Portugal não existe legislação específica&lt;br /&gt;
que regule este novo ramo alimentar uma vez que a pressão do mercado sobre estes produtos&lt;br /&gt;
é ainda frágil, embora a procura de produtos dietéticos e macrobióticos e a diversificação&lt;br /&gt;
dos hábitos alimentares esteja em franco crescimento, o que configura, para breve,&lt;br /&gt;
uma alteração deste cenário.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;Nesse contexto e até como contributo para alavancar esse ponto de viragem, tendo em&lt;br /&gt;
conta que praticamente todas as algas alimentares consumidas no nosso país são importadas&lt;br /&gt;
(apesar de várias dessas espécies, ou algas similares, se encontram na nossa costa),&lt;br /&gt;
é importante dar a conhecer com mais detalhe, as algas que potencialmente são comestíveis&lt;br /&gt;
e presentes na flora portuguesa e, desta forma, alertar para um tipo de investimento&lt;br /&gt;
sustentável, capaz de acompanhar as necessidades e as tendências do mercado lusófono&lt;br /&gt;
e internacional, gerador de emprego (direto e indireto) e de retornos interessantes a médio&lt;br /&gt;
prazo.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Algas da flora portuguesa passíveis de integrarem a dieta humana&amp;lt;/strong&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;Atualmente, a sociedade dos países ocidentais, ditos desenvolvidos, vive mergulhada&lt;br /&gt;
numa ilusória abundância e diversidade alimentar. Somos impelidos para o consumo sem&lt;br /&gt;
regras ou cuidados alimentares e para a comida rápida, rica em calorias e gorduras insaturadas.&lt;br /&gt;
Esta, aparece como a resposta milagrosamente adequada ao ritmo frenético da&lt;br /&gt;
vida urbana - tanto que até já adotamos a designação de comida pronta, ou &amp;lt;em&amp;gt;fast food&amp;lt;/em&amp;gt; como&lt;br /&gt;
um estilo e perceção errónea de uma realidade, em que a comida é vista meramente como&lt;br /&gt;
doses de combustível orgânico para suprir as nossas necessidades energéticas mais imediatas.&lt;br /&gt;
As consequências de uma alimentação deste tipo (antagónica à tradicional &amp;lt;em&amp;gt;slow&lt;br /&gt;
food&amp;lt;/em&amp;gt;, ou comida caseira e regional, apurada com maior preceito e cuidado), onde a carência&lt;br /&gt;
de nutrientes essenciais é evidente, traduzem-se em doenças relacionadas com a obesidade&lt;br /&gt;
(e doenças colaterais, dela derivadas), bem como aquelas relacionadas com ingestão&lt;br /&gt;
excessiva de açúcares (diabetes) e de gorduras (arteriosclerose), entre outras.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;Por outro lado, essa ilusão não se expressa com o mesmo impacto em países subdesenvolvidos&lt;br /&gt;
ou nos de transição, vistos sob uma perspetiva económica, ou ainda naqueles&lt;br /&gt;
ditos emergentes - muito embora nestes últimos a tendência seja mais para a sua consolidação&lt;br /&gt;
imposta, do que para a sua erradicação. Países como o Brasil, com uma costa&lt;br /&gt;
considerável, enfrentam o mesmo dilema e têm ante si o caminho que Portugal pode trilhar,&lt;br /&gt;
onde as práticas alimentares podem e devem ser adaptadas face aos recursos locais.&lt;br /&gt;
Países menos desenvolvidos, mas com uma linha de costa apreciável - como Angola e&lt;br /&gt;
Moçambique, dentro da cintura de países lusófonos, por exemplo - poderão adotar novas&lt;br /&gt;
estratégias alimentares como forma de suprimir as fortes carências ainda sentidas.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;A questão que se coloca, chegados a este ponto de consciência, é simples — que aporte&lt;br /&gt;
ou benefícios poderão trazer as algas marinhas à dieta humana, em termos de alimentação,&lt;br /&gt;
gastronómicos ou dietéticos?&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;A resposta parece simples face ao conhecimento atual — representam exatamente o&lt;br /&gt;
oposto ao conceito de &amp;lt;em&amp;gt;fast food&amp;lt;/em&amp;gt;: um alimento natural, por enquanto silvestre e abundante&lt;br /&gt;
(e com um índice de crescimento capaz de sustentar uma cultura intensiva), capaz de&lt;br /&gt;
fornecer um elevado valor nutritivo, mas reduzido valor calórico. Pobres em gorduras, as&lt;br /&gt;
algas marinhas possuem polissacarídeos que se comportam, na sua grande maioria, como&lt;br /&gt;
fibras sem valor calórico. As algas parecem ser, por isso, a melhor forma de corrigir não&lt;br /&gt;
só a falta de alimento para ingestão, como as carências nutricionais da alimentação atual&lt;br /&gt;
sentidas a nível mundial (nos países desenvolvidos, emergentes e/ou subdesenvolvidos),&lt;br /&gt;
devido ao seu variado leque de constituintes essenciais - minerais (ferro e cálcio), proteínas&lt;br /&gt;
(com todos os aminoácidos essenciais), vitaminas e fibras - nutrientes absolutamente&lt;br /&gt;
necessários para o metabolismo primário humano. São pois um garante de sobrevivência,&lt;br /&gt;
a que o ser humano, mais tarde ou mais cedo, irá recorrer, agora mais por capricho e curiosidade&lt;br /&gt;
(mercê de alguns trabalhos pioneiros e investimentos que começam a dar os seus&lt;br /&gt;
frutos) e mais tarde, por evidente necessidade, e para suprir as demandas de uma população&lt;br /&gt;
humana em crescimento explosivo e que em breve atingirá 8 mil milhões de pessoas,&lt;br /&gt;
cada vez mais concentrada na Ásia e África.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;De facto, as algas representam um tesouro alimentar de elevado potencial. Da sua composição&lt;br /&gt;
analítica das algas marinhas destacam-se:&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;&lt;br /&gt;
  &amp;lt;ul&amp;gt;&lt;br /&gt;
    &amp;lt;li&amp;gt;Presença de minerais (oligoelementos) com valores cerca de dez vezes superiores&lt;br /&gt;
aos encontrados nos vegetais terrestres, como no caso do ferro na &amp;lt;em&amp;gt;Himanthalia&lt;br /&gt;
elongata&amp;lt;/em&amp;gt; (Esparguete-do-mar) (FIGURA 1A)), em comparação com o da Lens&lt;br /&gt;
esculenta (lentilhas) ou, no caso do cálcio presente na Undaria pinnatifida (&amp;lt;em&amp;gt;Wakame&amp;lt;/em&amp;gt;)&lt;br /&gt;
(FIGURA 1B)) e no &amp;lt;em&amp;gt;Chondrus crispus&amp;lt;/em&amp;gt; (“musgo irlandês” ou simplesmente “musgo”) (FIGURA 1G)), relativamente ao leite de vaca, tão consumido e publicitado como&lt;br /&gt;
fortificador ósseo;&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
    &amp;lt;li&amp;gt;Presença de proteínas, macromoléculas importantíssimas para a construção de novos&lt;br /&gt;
tecidos animais, que contêm todos os aminoácidos essenciais, constituindo um&lt;br /&gt;
modelo de proteína de alto valor biológico, comparável em qualidade às presentes&lt;br /&gt;
nos ovos das aves;&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
    &amp;lt;li&amp;gt;Presença de vitaminas em quantidades significativas. Merece especial relevo a&lt;br /&gt;
presença de B&amp;lt;sup&amp;gt;12&amp;lt;/sup&amp;gt;, ausente nos vegetais superiores e que é indispensável para a formação&lt;br /&gt;
das células sanguíneas (eritrócitos) e manutenção do sistema nervoso dos&lt;br /&gt;
animais;&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
    &amp;lt;li&amp;gt;Presença de fibras em quantidades superiores ao encontrado na alface e semelhante&lt;br /&gt;
à da &amp;lt;em&amp;gt;Brassica oleracea&amp;lt;/em&amp;gt; (alface e couve, respetivamente) e, portanto, com um&lt;br /&gt;
potencial regulador digestivo que as ultrapassa;&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
    &amp;lt;li&amp;gt;O seu baixo conteúdo em gorduras e valor calórico, transforma-as em alimentos&lt;br /&gt;
adequados para regimes de emagrecimento, se integradas numa dieta estrategicamente&lt;br /&gt;
programada.&amp;lt;/li&amp;gt;&lt;br /&gt;
  &amp;lt;/ul&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;&amp;lt;strong&amp;gt;Alguns exemplos de algas comestíveis comercializadas em Portugal&amp;lt;/strong&amp;gt;&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;Wakame&amp;lt;/em&amp;gt; (&amp;lt;em&amp;gt;Undaria pinnatifida&amp;lt;/em&amp;gt;) (FIGURA 1B)) – é uma alga castanha (Ochrophyta, Phaeophyceae),&lt;br /&gt;
originária do Pacífico, que vive em águas profundas (até 25 m) e pode atingir 1,5 m&lt;br /&gt;
de comprimento. O &amp;lt;em&amp;gt;Wakame&amp;lt;/em&amp;gt; é a segunda alga mais consumida, na alimentação, em todo&lt;br /&gt;
o mundo. Procedente, quase na totalidade, dos mares do Japão, Coreia e China (aquacultura,&lt;br /&gt;
ou mais especificamente ficocultura), atinge um volume de produção anual de 500&lt;br /&gt;
mt (peso fresco). Detetou-se a sua presença, pela primeira vez em 1988, nas costas da&lt;br /&gt;
Península Ibérica (Galiza), embora já anteriormente tivesse sido referenciada em França&lt;br /&gt;
(também introduzida acidentalmente, com a cultura de ostra japonesa.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;Dulse (&amp;lt;em&amp;gt;Palmaria palmata&amp;lt;/em&amp;gt;) (FIGURA 1C)) - é uma alga vermelha (Rhodophyta), tipicamente&lt;br /&gt;
atlântica, de pequeno porte (até 50 cm), que vive em águas relativamente profundas,&lt;br /&gt;
frias e agitadas. A &amp;lt;em&amp;gt;Palmaria palmata&amp;lt;/em&amp;gt; cresce muitas vezes fixada a outras algas (aderida&lt;br /&gt;
aos estipes de Laminaria hyperborea, por exemplo) - um fenómeno frequente nas algas,&lt;br /&gt;
denominado epifitismo. Esta é uma das mais belas algas vermelhas da nossa costa e foi&lt;br /&gt;
a primeira espécie a ser referenciada historicamente como alimento humano, sabendo-se&lt;br /&gt;
que foi tradicionalmente utilizada pelos povos costeiros da Islândia, Noruega, Irlanda, Escócia&lt;br /&gt;
e Bretanha francesa. Atualmente usa-se fresca, no norte da Europa, como substituto&lt;br /&gt;
de vegetais e seca como aperitivo e condimento de diversos pratos.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;Esparguete-do-Mar (&amp;lt;em&amp;gt;Himanthalia elongata&amp;lt;/em&amp;gt;) (FIGURA 1A)) – é uma alga castanha (Ochrophyta,&lt;br /&gt;
Phaeophyceae), de cor amarelo-oliváceo, constituída por uma pequena estrutura basal&lt;br /&gt;
perene, em forma de taça, com 2 a 3 cm. Na primavera desenvolvem-se a partir dela umas&lt;br /&gt;
cintas estreitas e compridas, que dão o nome comercial a esta alga (&amp;lt;em&amp;gt;esparguete-do-mar&amp;lt;/em&amp;gt;),&lt;br /&gt;
chegando a medir até 3 m de comprimento. A sua distribuição geográfica abrange o Atlântico&lt;br /&gt;
Norte, até as costas ibéricas e o Canal da Mancha. Desconhecida comercialmente nos&lt;br /&gt;
países asiáticos, é cada vez mais valorizada na Europa, tanto nos restaurantes como nas&lt;br /&gt;
padarias especializadas. Há já vários anos que se fabricam empadas, pizzas, massas, patês,&lt;br /&gt;
pães, aperitivos fritos e latas de conserva, visto que o seu sabor faz lembrar alguns&lt;br /&gt;
cefalópodes (chocos). É, de entre as espécies atlânticas, uma das algas com maior sucesso e aceitação, e, ao mesmo tempo, uma das mais baratas (devido à sua grande biomassa&lt;br /&gt;
e facilidade de recolha nas zonas costeiras).&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;Kombu&amp;lt;/em&amp;gt; ( Laminaria ochroleuca e Saccharina latissima) - o Kombu japonês, ou seja, o&lt;br /&gt;
Kombu original, é constituído apenas pela Saccharina japonica, alga nativa dos mares do&lt;br /&gt;
Japão e que já é objeto de práticas de cultivo neste país, na Coreia e na China. Outras&lt;br /&gt;
espécies são igualmente agrupadas, em termos de designação comercial, sob o epíteto&lt;br /&gt;
de Kombu. A espécie Saccharina latissima (anteriormente denominada &amp;lt;em&amp;gt;Laminaria saccharina&amp;lt;/em&amp;gt;)&lt;br /&gt;
(FIGURA 1E)), apesar de ser uma alga de profundidade e com preferência por zonas&lt;br /&gt;
com águas tranquilas, está presente no Atlântico Norte, desde a Noruega até ao Norte de&lt;br /&gt;
Portugal (Viana do Castelo). Comercialmente esta alga tem o nome &amp;lt;em&amp;gt;Kombu real&amp;lt;/em&amp;gt;, sendo a&lt;br /&gt;
sua composição muito semelhante à da Laminaria ochroleuca (FIGURA 1D)), denominada&lt;br /&gt;
comercialmente por &amp;lt;em&amp;gt;Kombu atlântico&amp;lt;/em&amp;gt;. Este último &amp;lt;em&amp;gt;Kombu&amp;lt;/em&amp;gt; é um pouco mais duro que o&lt;br /&gt;
&amp;lt;em&amp;gt;Kombu&amp;lt;/em&amp;gt; japonês e distribui-se na Península Ibérica desde Santander, na Cantábria, até o&lt;br /&gt;
Minho, em Portugal.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;Nori&amp;lt;/em&amp;gt; (&amp;lt;em&amp;gt;Neopyropia, Pyropia e Porphyra&amp;lt;/em&amp;gt;) – O &amp;lt;em&amp;gt;Nori&amp;lt;/em&amp;gt; original é feito a partir das algas vermelhas&lt;br /&gt;
(Rhodophyta) &amp;lt;em&amp;gt;Neopyropia yezoensis&amp;lt;/em&amp;gt; e &amp;lt;em&amp;gt;N. tenera&amp;lt;/em&amp;gt;, cultivadas no Japão desde o século&lt;br /&gt;
XV. A palavra &amp;lt;em&amp;gt;Nori&amp;lt;/em&amp;gt;, na sua origem, quer dizer alga. No entanto, com o passar do tempo,&lt;br /&gt;
esta palavra passou a designar o produto elaborado com as lâminas de algas do género&lt;br /&gt;
Porphyra. O &amp;lt;em&amp;gt;Nori&amp;lt;/em&amp;gt; consiste então em lâminas delgadas fabricados a partir de alga triturada,&lt;br /&gt;
que servem de invólucro dos conhecidos &amp;lt;em&amp;gt;sushi&amp;lt;/em&amp;gt; japoneses. O &amp;lt;em&amp;gt;Nori atlântico&amp;lt;/em&amp;gt;, feito a&lt;br /&gt;
partir de algas selvagens dos géneros &amp;lt;em&amp;gt;Porphyra&amp;lt;/em&amp;gt; (&amp;lt;em&amp;gt;P. umbilicalis&amp;lt;/em&amp;gt; (FIGURA 1F)) e &amp;lt;em&amp;gt;P. linearis&amp;lt;/em&amp;gt;)&lt;br /&gt;
e &amp;lt;em&amp;gt;Neopyropia&amp;lt;/em&amp;gt; (&amp;lt;em&amp;gt;N. leucosticta&amp;lt;/em&amp;gt;), era consumida tradicionalmente nos países celtas do&lt;br /&gt;
Norte e também nos Açores, bem como no País de Gales e na Irlanda, geralmente como&lt;br /&gt;
ingrediente na preparação de um pão ázimo (sem fermento), conhecido por &amp;lt;em&amp;gt;laverbread&amp;lt;/em&amp;gt;.&lt;br /&gt;
o &amp;lt;em&amp;gt;Nori&amp;lt;/em&amp;gt; é, não só uma das algas mais apreciadas e procuradas, como também a mais cara&lt;br /&gt;
comercialmente.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;Musgo da Irlanda (&amp;lt;em&amp;gt;Chondrus crispus&amp;lt;/em&amp;gt;) (FIGURA 1G)) – esta alga vermelha (Rhodophyta) de&lt;br /&gt;
pequeno porte, com um talo em forma de leque, dividido dicotomicamente, cresce sobre as&lt;br /&gt;
rochas do patamar médio-litoral. A sua cor pode variar desde um vermelho-púrpura iridescente&lt;br /&gt;
até uma coloração esverdeada (que aparece no período estival e em zonas de menor&lt;br /&gt;
profundidade), como adaptação cromática ao aumento da luminosidade (a intensidade da&lt;br /&gt;
cor diminui inversamente). O &amp;lt;em&amp;gt;C. crispus&amp;lt;/em&amp;gt; é uma espécie com distribuição no Atlântico oriental:&lt;br /&gt;
é comum nas costas da Grã-Bretanha, Irlanda, Islândia e entre a Noruega e o sul de&lt;br /&gt;
Espanha; possibilidade de existência em Marrocos e nas Ilhas de Cabo Verde (Pereira, observação&lt;br /&gt;
pessoal). Atlântico ocidental: de Newfoundland (Canadá) a Delaware (USA). As&lt;br /&gt;
populações mais luxuriantes que, por essa razão, são objeto duma exploração comercial&lt;br /&gt;
intensiva, estendem-se pelas costas da Nova Escócia, pela ilha do Príncipe Eduardo, pelo&lt;br /&gt;
Maine e Massachusetts, no que respeita ao Atlântico oeste; ao longo das costas francesas&lt;br /&gt;
(de Cherbourg à ilha de Noirmoutier), da Espanha (costas da Galiza) e de Portugal, para o&lt;br /&gt;
Atlântico Este. Juntamente com o Mastocarpus stellatus, que ocupa o mesmo habitat, é&lt;br /&gt;
colhido no Norte de Portugal e na Galiza para fins industriais.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;Fucus ou Bodelha (&amp;lt;em&amp;gt;Fucus vesiculosus&amp;lt;/em&amp;gt; ( FIGURA 1H)) e &amp;lt;em&amp;gt;F. spiralis&amp;lt;/em&amp;gt;) são algas castanhas&lt;br /&gt;
(Ochrophyta, Phaeophyceae) e caracterizam-se pela presença de um talo dividido dicotomicamente,&lt;br /&gt;
podendo atingir os 60 cm de comprimento e possuir lâminas com 1 a 2 cm de&lt;br /&gt;
largura. De cor é castanho-escuro ou verde-oliváceo, de consistência coriácea fixando-se&lt;br /&gt;
ao substrato por intermédio de um disco basal. As lâminas possuem uma nervura mediana&lt;br /&gt;
proeminente, podendo apresentar vesículas aeríferas ou aerocistos (presentes no &amp;lt;em&amp;gt;F. vesiculosus&amp;lt;/em&amp;gt;),&lt;br /&gt;
que possibilitam a flutuação dos talos, quando imersos.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;Agarófitas (&amp;lt;em&amp;gt;Gelidium corneum&amp;lt;/em&amp;gt;, &amp;lt;em&amp;gt;Pterocladiella capillacea&amp;lt;/em&amp;gt; e &amp;lt;em&amp;gt;Gracilaria gracilis&amp;lt;/em&amp;gt;) - são várias&lt;br /&gt;
as algas produtoras de agar. O &amp;lt;em&amp;gt;Gelidium corneum&amp;lt;/em&amp;gt; (FIGURA 1I)) é uma alga vermelha&lt;br /&gt;
(Rhodophyta), com um talo vermelho escuro, cartilaginoso, com dimensões até 35 cm e&lt;br /&gt;
de consistência rígida. Esta alga forma densas populações no patamar infra-litoral da zona&lt;br /&gt;
centro da costa portuguesa e no horizonte inferior do patamar médio-litoral da zona costeira&lt;br /&gt;
entre Lisboa e o Algarve, e em ilhas açorianas, juntamente com uma outra agarófita de&lt;br /&gt;
uso industrial, a Pterocladiella capillacea (FIGURA 1J)) (colhida sobretudo no arquipélago&lt;br /&gt;
dos Açores).&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;figure class=&amp;quot;image-medium&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
    &amp;lt;img src=&amp;quot;https://rce.casadasciencias.org/static/images/articles/2021-006-01.jpg&amp;quot;&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/figure&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;figcaption&amp;gt;FIGURA 1. Algas marinhas edíveis: A) &amp;lt;em&amp;gt;Himanthalia elongata&amp;lt;/em&amp;gt;. B) &amp;lt;em&amp;gt;Undaria pinnatifida&amp;lt;/em&amp;gt;. C) &amp;lt;em&amp;gt;Palmaria palmata&amp;lt;/em&amp;gt;. D) &amp;lt;em&amp;gt;Laminaria&lt;br /&gt;
ochroleuca&amp;lt;/em&amp;gt;. E) &amp;lt;em&amp;gt;Saccharina latissima&amp;lt;/em&amp;gt;. F) &amp;lt;em&amp;gt;Porphyra umbilicalis&amp;lt;/em&amp;gt;. G) &amp;lt;em&amp;gt;Chondrus crispus&amp;lt;/em&amp;gt;. H) &amp;lt;em&amp;gt;Fucus vesiculosus&amp;lt;/em&amp;gt;. I) &amp;lt;em&amp;gt;Gelidium&lt;br /&gt;
corneum&amp;lt;/em&amp;gt;. J) &amp;lt;em&amp;gt;Pterocladiella capillacea&amp;lt;/em&amp;gt;. K) &amp;lt;em&amp;gt;Gracilaria gracilis&amp;lt;/em&amp;gt;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/figcaption&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/center&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
  &amp;lt;p class='mainText'&amp;gt;Esta última espécie apresenta um talo ereto, vermelho-escuro, cartilaginoso e muito&lt;br /&gt;
ramificado, com 4 a 20 cm de comprimento e 2 mm de espessura, que se fixa ao substrato&lt;br /&gt;
por intermédio de pequenos rizoides. Trata-se de uma espécie perene, tal como o &amp;lt;em&amp;gt;Gelidium&lt;br /&gt;
corneum&amp;lt;/em&amp;gt;, abundante na parte inferior do patamar médio-litoral e no patamar infra-litoral.&lt;br /&gt;
A &amp;lt;em&amp;gt;Gracilaria gracilis&amp;lt;/em&amp;gt; (FIGURA 1K)) é uma agarófita, de cor púrpura e com tonalidades esverdeadas,&lt;br /&gt;
de consistência cartilaginosa e com um tamanho que pode atingir 50 a 60 cm de&lt;br /&gt;
comprimento. Esta alga apresenta talos fixados ao substrato mediante um pequeno disco&lt;br /&gt;
basal, cilíndricos e com cistocarpos proeminentes à superfície. A &amp;lt;em&amp;gt;G. gracilis&amp;lt;/em&amp;gt; encontra-se&lt;br /&gt;
em zonas protegidas e semi-expostas no patamar médio-litoral e infra-litoral. Necessita&lt;br /&gt;
da presença de areia para se desenvolver e suporta bem mudanças de salinidade. Muito&lt;br /&gt;
embora esta alga não seja colhida para fins industriais em Portugal, é extensivamente&lt;br /&gt;
cultivada para extração de agar na Namíbia e na África do Sul.&amp;lt;/p&amp;gt;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/html&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
=Referências=&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
# &amp;lt;html&amp;gt;PEREIRA, L. &amp;amp; CORREIA, F.,&lt;br /&gt;
&amp;lt;em&amp;gt;Algas Marinhas da Costa Portuguesa - Ecologia&amp;lt;/em&amp;gt;, Biodiversidade e Utilizações. Nota de&lt;br /&gt;
Rodapé Editores, 341 pp. ISBN 978-989-20-5754-5. 2015.&amp;lt;/html&amp;gt;&lt;br /&gt;
# &amp;lt;html&amp;gt;PEREIRA, L.,&lt;br /&gt;
&amp;lt;em&amp;gt;Algae: Uses in Agriculture, Gastronomy and Food Industry (Bilingual)&amp;lt;/em&amp;gt;, In Litoral de Viana do Castelo&lt;br /&gt;
(Littoral of Viana do Castelo). Viana do Castelo: Município de Viana do Castelo, 68 pp. ISBN: 978-972-588-218-4. 2010.&amp;lt;/html&amp;gt;&lt;br /&gt;
# &amp;lt;html&amp;gt;PEREIRA, L.,&lt;br /&gt;
&amp;lt;em&amp;gt;A Review of the Nutrient Composition of Selected Edible Seaweeds&amp;lt;/em&amp;gt;, In Pomin VH (ed), Seaweed: Ecology,&lt;br /&gt;
Nutrient Composition and Medicinal Uses. New York: Nova Science Publishers Inc., pp. 15-47. ISBN: 978-1-61470-920-6.&lt;br /&gt;
2011.&amp;lt;/html&amp;gt;&lt;br /&gt;
# &amp;lt;html&amp;gt;PEREIRA, L.,&lt;br /&gt;
&amp;lt;em&amp;gt;Guia Ilustrado das Macroalgas - Conhecer e Reconhecer Algumas Espécies da Flora Portuguesa&amp;lt;/em&amp;gt;, Coimbra:&lt;br /&gt;
Imprensa da Universidade de Coimbra, 90 pp. ISBN 978-989-26-0002-4. 2009.&amp;lt;/html&amp;gt;&lt;br /&gt;
# &amp;lt;html&amp;gt;GASPAR, R. &amp;lt;em&amp;gt;et al.&amp;lt;/em&amp;gt;,&lt;br /&gt;
&amp;lt;em&amp;gt;Guia Ilustrado das Macroalgas da Baía de Buarcos, Figueira da Foz, Portugal / Illustrated Guide to the Macroalgae of Buarcos Bay, Figueira da Foz, Portugal (Bilingual)&amp;lt;/em&amp;gt;, Coimbra: MARE UC, DCV, FCT, 128 pp. DOI: 10.13140/&lt;br /&gt;
RG.2.2.31009.56165. 2020.&amp;lt;/html&amp;gt;&lt;br /&gt;
# &amp;lt;html&amp;gt;SAÁ, C.F.,&lt;br /&gt;
&amp;lt;em&amp;gt;Algas do Atlântico, Alimento e Saúde. Propriedades, Receitas e Descrição&amp;lt;/em&amp;gt;, Pontevedra: Algamar, Redondela,&lt;br /&gt;
272 pp. ISBN 84-697-7819-3. 2002.&amp;lt;/html&amp;gt;&lt;br /&gt;
# &amp;lt;html&amp;gt;LAXE-MUROS, C.,&lt;br /&gt;
&amp;lt;em&amp;gt;Prospeccion, Analisis y Cartografia de Macroalgas y Erizo de Mar en el Litoral de Galicia&amp;lt;/em&amp;gt;, Xunta de&lt;br /&gt;
Galacia: Consellheiria de Pesca, Direccion Xeral de Pesca, Marisqueo e Acuacultura, 110 pp. 1990.&amp;lt;/html&amp;gt;&lt;br /&gt;
# &amp;lt;html&amp;gt;PEREIRA, L.,&lt;br /&gt;
&amp;lt;em&amp;gt;Estudos em Macroalgas Carragenófitas (Gigartinales, Rhodophyceae) da Costa Portuguesa: Aspectos Ecológicos, Bioquímicos e Citológicos (Tese de Doutoramento)&amp;lt;/em&amp;gt;, Estudo Geral: Universidade de Coimbra, Coimbra, 293 pp.&lt;br /&gt;
Revista&amp;lt;/html&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
---- &amp;lt;br&amp;gt;Criada em 17 de Janeiro de 2021&amp;lt;br&amp;gt; Revista em 18 de Janeiro de 2021&amp;lt;br&amp;gt; Aceite pelo editor em 15 de Março de 2021&amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
[[Category:Biologia]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Admin</name></author>	</entry>

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